Como turbinar as vendas no varejo de tintas e o papel decisivo das marcas

O varejo de tintas entrou no último trimestre de 2025 com a maior janela de oportunidades do ano.
E, ainda assim, muita gente chegou despreparada. Se existe uma chave para transformar esse período em resultado real, ela se chama calendário comercial.
Não dá mais para pensar em Black Friday, ou Black November, como um improviso de última hora. O planejamento precisa começar antes, e precisa ser construído a quatro mãos: indústria + varejo. Fica uma lição para 2026.
Essa construção passa pelo básico (mas pouco praticado): analisar histórico de vendas, identificar sazonalidades e definir os produtos âncora que vão puxar volume e margem.
A indústria ajuda quando antecipa tendências, garante abastecimento, oferece condições comerciais especiais e, principalmente, treina o vendedor para vender mais e melhor. Produto parado não vende. Produto bem explicado, embalado com argumento, vende.
E novembro não trabalha sozinho. A virada do ano guarda uma força cultural importante: o desejo da casa renovada para as festas, para receber família, para curtir o verão. Quem tem casa de praia ou campo entende bem esse impulso. Se o consumidor está disposto, o varejo precisa estar pronto, e isso inclui ativação de PDV, comunicação visual, kits de solução e campanhas temáticas.
No fim das contas, vender mais nessa época não é sorte nem promoção milagrosa. É estratégia coordenada. Quando o varejo planeja e a indústria apoia com inteligência, o resultado é simples. Mais tinta saindo da loja, mais valor percebido pelo cliente, mais faturamento para todos.
Porque vender todo dia é bom. Mas vender bem quando o mercado está quente é essencial.

Artigo de Salvador Nascimento consultor com mais de 30 anos de experiência no varejo de tintas
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