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Sustentabilidade ganha espaço em pigmentos no setor de tintas - Know More. Create More.


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Sustentabilidade ganha espaço em pigmentos no setor de tintas

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Fabricantes e fornecedores de matérias-primas apresentam soluções e alternativas que já estão sendo adotadas.

Por Rodrigo Rezende

Componentes fundamentais na formulação de tintas, os pigmentos conferem cor, opacidade e durabilidade aos produtos, entre outros atributos. Esses ingredientes protagonistas no setor podem ser classificados em duas categorias principais: inorgânicos e orgânicos. Para ambos, além da preocupação com a performance e a qualidade, o mercado tem se voltado para uma demanda crescente por soluções mais sustentáveis.

Pigmentos inorgânicos, como dióxido de titânio, óxidos de ferro e sulfato de bário, são conhecidos por sua durabilidade, estabilidade à luz e resistência a intempéries. Esses pigmentos são amplamente usados em tintas de exteriores, tintas industriais e aplicações que exigem alta resistência e cobertura. Por outro lado, os pigmentos orgânicos, derivados principalmente de compostos de carbono, oferecem cores mais vibrantes e opções de tonalidades variadas, sendo mais comuns em tintas decorativas e artísticas.

A escolha entre pigmentos inorgânicos e orgânicos depende de fatores como o tipo de aplicação, durabilidade requerida, custo e efeito visual desejado. Enquanto os pigmentos inorgânicos são valorizados por sua opacidade e resistência, os orgânicos são preferidos pela intensidade e diversidade de cores. Mas ambos têm desafios e oportunidades em termos de sustentabilidade.

No Brasil, o mercado de tintas tem explorado diferentes estratégias para promover a sustentabilidade, incluindo: uso de matérias-primas recicladas e renováveis; desenvolvimento de tintas à base de água, com redução significativa da emissão de compostos orgânicos voláteis que são prejudiciais tanto ao meio ambiente quanto à saúde humana; inovações em pigmentos sustentáveis com menor impacto ambiental, como pigmentos orgânicos sintetizados a partir de fontes vegetais; e adoção de certificações ambientais.

A exemplo do que acontece com outros materiais, o aumento das demandas e restrições regulatórias em diversos países e mercados tem levado os fabricantes de pigmentos a buscar matérias-primas mais sustentáveis e renováveis.

Elaine Poco, diretora de pesquisa e desenvolvimento e sustentabilidade na AkzoNobel

As empresas buscam a redução dos impactos ambientais, processos com menor consumo de energia e água, com menores emissões de CO2 e que resultem em materiais com maior performance, como destaca Elaine Poco, diretora de pesquisa e desenvolvimento e sustentabilidade da AkzoNobel para a América Latina.

Com isso, oferecem aos consumidores não apenas os benefícios estéticos, mas também os funcionais, como maior durabilidade dos revestimentos. “Isso, no entanto, não é alcançado sem impactos em custos, impactando de forma razoável no custo dos produtos finais”, Elaine alerta.

De acordo com a executiva, as oportunidades estão na entrega de valor superior aos consumidores, com o uso de pigmentos de alta performance, maior apelo estético com uma gama ampliada de cores e efeitos, propriedades funcionais como maior durabilidade, cobertura e especialidades como os pigmentos que contribuem para o conforto térmico.

A restrição cada vez maior a compostos aromáticos e a pigmentos à base de metais pesados, como cromo, cádmio e, principalmente, chumbo, já eliminados nas tintas imobiliárias conforme estabelecido na NBR 11.702, está sendo estendida também às tintas de demarcação viária, destaca Antonio Carlos Mucchiani, químico industrial da Brasilux, fabricante de tintas de Matão (SP).

Antonio Carlos Mucchiani, químico industrial na Brasilux

“No entanto, esses materiais ainda são utilizados em tintas industriais”, alerta. Na visão do especialista, o principal desafio está na relação entre custo e eficiência. Mucchiani explica que os pigmentos à base de metais pesados têm baixo custo e alto poder de cobertura, enquanto os pigmentos orgânicos, por outro lado, apresentam um custo elevado e menor poder de cobertura. “As exceções são os pigmentos inorgânicos atóxicos, como o dióxido de titânio, o negro de fumo e os óxidos de ferro”, diz.

Mucchiani conta que a Brasilux tem investido fortemente em pesquisa e desenvolvimento de alternativas sustentáveis, buscando novas soluções junto a fornecedores de matérias-primas. “A empresa participa ativamente de eventos nacionais e internacionais, como feiras e congressos, para se manter atualizada e incorporar as melhores práticas do setor”, diz.

Tecnologia como aliada

Elaine, da AkzoNobel, lembra de que, em 2022, a empresa implementou no mercado o novo sistema tintométrico Acotone. “Uma importante inovação que traz diversas melhorias, com destaques para a maior fidelidade de cores, maior resistência ao desbotamento e maior cobertura, que se traduz em maior produtividade com menos demãos, além do menor impacto ao meio ambiente, com 99,9% menos emissão de CO2”, diz.

Esse sistema conta com pigmentos altamente concentrados e que demandam menor quantidade para se obter as cores do leque. “Graças ao seu maior poder tintorial, também se obtém maior cobertura para pintar mais superfícies com menos demãos”, diz Elaine. “Com isso, as pinturas possuem maior durabilidade e menos desbotamento, principalmente em exteriores”, acrescenta.

A executiva explica ainda que o sistema é capaz de produzir as mais de duas mil cores presentes no leque da empresa, “com maior acuracidade, trazendo maior satisfação para os pintores e consumidores”.

Elaine explica também que esses colorantes são apresentados em bolsas plásticas (pouch), um tipo de embalagem mais sustentável, projetada para maximizar o aproveitamento do material e, assim, reduzir significativamente a geração de resíduos, “contribuindo para um futuro mais ecológico”.

“Além dos pigmentos exclusivos do nosso sistema tintométrico Acotone, a Coral também oferece aos consumidores o corante líquido, que é indicado para tingir manualmente tintas à base água. É fácil de misturar e possui excelente poder de tingimento, sendo uma ótima opção para criar cores personalizadas com praticidade e economia”, conta.

Está disponível em embalagens de 50 ml e nove opções de cores – amarelo, azul, castanho, laranja, ocre, preto, verde, vermelho e violeta. A executiva ainda destaca que a AkzoNobel dispõe da tecnologia Balance, para oferecer tintas à base água, “mais amigáveis ao meio ambiente”.

O maior uso de pigmentos está diretamente ligado às cores que são mais populares em uma determinada região ou país. Segundo a executiva da AkzoNobel, no Brasil há uma tendência de crescimento no uso de cores cada vez mais vibrantes e intensas, que, combinadas com as já consagradas cores claras e de tons terrosos, permitem a criação de ambientes harmônicos e que traduzem as preferências e estilos de cada consumidor.

“O uso de pigmentos inorgânicos tem sido preponderante, por sua durabilidade e menor custo, mas o uso de pigmentos orgânicos, cuja performance e custo vêm sendo melhorados ao longo dos anos, tem aumentado, respondendo a essa tendência de maior personalização no uso das cores. Em termos de sustentabilidade, há esforços por parte dos fabricantes de ambos os tipos de pigmentos”, afirma.

Elaine explica que o uso de pigmentos inorgânicos está bastante consolidado nas indústrias de tintas. Segundo a executiva, os fornecedores globais vêm estabelecendo metas baseadas na melhoria de índices de sustentabilidade, o que beneficia o setor como um todo.

“A AkzoNobel, como consumidora dessa matéria-prima, busca aprimorar os processos de produção, maximizando a performance dos pigmentos e reduzindo a geração de resíduos”, afirma.

Já em relação a orgânicos, ao longo dos anos e com a tendência do uso de pigmentos que conferem tonalidades mais saturadas, a empresa tem migrado de pigmentos mais convencionais para pigmentos de alta performance, “cuja síntese e tratamentos superficiais permitem formular tintas e vernizes com maior performance e maior apelo estético pela oferta de cores mais fiéis e personalizadas”, Elaine explica.

Foco no profissional

Um dos mais recentes lançamentos da marca foi a tinta Coral Master, a Tinta do Pintor Profissional. Trata-se de um acrílico premium de alta consistência formulado para atender às exigências do pintor profissional.

“Fizemos pesquisas com pintores, pelas quais comprovamos que eles seguem apreciando tintas com alta consistência, pois conseguem diluir o produto e ter maior rendimento, cobertura, e mais flexibilidade na aplicação”, conta. Além disso, benefícios como baixo odor e respingo, e acabamento uniforme são pontos valorizados pelos profissionais. O novo produto é mais branco que os similares disponíveis no mercado atualmente, de acordo com avaliação feita por pintores que o testaram.

“Também proporciona maior diluição, 40%, e rendimento, 140 m2/ 18 L. Elaine conta que Coral Master se destaca pela cobertura e acabamento uniforme, além de ser fosco-aveludado, facilitando a aplicação. “Esse produto também é oferecido em mais de duas mil cores no sistema tintométrico, além de quatro cores prontas já consagradas em nosso mercado: Branco Gelo, Tubarão Branco, Palha e Areia”, diz.

O que o consumidor deseja

Com a crescente conscientização ambiental, o setor de tintas no Brasil tem sido pressionado a adotar práticas mais sustentáveis, seja em processos ou produtos. Isso envolve a busca por pigmentos que não apenas atendam aos requisitos técnicos, mas também sejam menos prejudiciais ao meio ambiente. Tais de Lima Alves Carneiro, química especializada de Suvinil, concorda com esse cenário e conta que a marca se mantém próxima de seus públicos.

Tais de Lima Alves Carneiro, química especializada na Suvinil

“Dessa forma, conseguimos observar que o perfil de consumo tem mudado nos últimos anos. As pessoas estão mais criteriosas, questionadoras e exigentes, especialmente em relação à sustentabilidade, um pilar que vem crescendo e se tornando um fator decisivo na escolha de compra, principalmente entre os mais jovens”, diz.

A especialista diz que, frente aos desafios ambientais enfrentados nos anos recentes, a tendência é que esse comportamento dos consumidores continue a crescer. “Quando falamos de sustentabilidade, é fundamental que as marcas e empresas em todos os setores da indústria atuem de forma genuína, com um propósito claro e transparente voltado para a construção de um futuro sustentável”, afirma Tais. “Sem esse compromisso, a marca inevitavelmente se tornará irrelevante diante das novas demandas do mercado e das urgências do planeta”, completa.

Tais ressalta que o objetivo de Suvinil é ser a marca de tintas mais sustentável do país. Um exemplo que une beleza e sustentabilidade é o Suvinil Toque da Terra, uma massa para efeitos com pigmentação 100% mineral, que, em comparação com as massas de efeito sintético, apresenta menor impacto ambiental, segundo a especialista.

“Além disso, o produto contribui para a redução do uso de recursos hídricos, graças à sua composição à base de argilas e óxidos naturais. Esses pigmentos são provenientes de minerais abundantes na natureza e possuem baixo nível de processamento, contribuindo para redução de impacto ambiental”, diz.

A empresa afirma que, com um visual manchado que confere uma estética rústica ao ambiente, também perceptível ao toque, Suvinil Toque da Terra proporciona uma experiência sensorial única. A linha disponibiliza seis cores: Calcita Alaranjada, Barro do Cerrado, Areia de Brita, Casca de Pinus, Mangue Seco e Argila Rosada.

Matérias-primas alinhadas com a demanda

Fornecedores e distribuidores de matérias-primas estão atentos à demanda do setor de tintas relacionada a alternativas mais sustentáveis e também oferecem soluções aos seus clientes, fabricantes. Uma dessas empresas é a Colormix Especialidades.

A empresa destaca em seu portfólio os pigmentos híbridos, “totalmente isentos de substâncias tóxicas”, fabricados sob medida para substituição dos metais pesados cromatos de chumbo, molibdatos e cádmios. Os pigmentos híbridos são uma mescla entre pigmentos orgânicos e inorgânicos.

Diogo Lima, gerente técnico industrial na Colormix Especialidades

“Esses produtos foram desenvolvidos para suprir a necessidade do mercado, em soluções isentas de metais pesados, através do nosso conhecimento em ambos os lados”, diz Diogo Lima, gerente técnico industrial da empresa. O objetivo principal de usá-los é eliminar a toxicidade.

Lima explica que como benefício principal o uso dessa alternativa é como uma troca simples, um por um. “Não é necessário ficar formulando para atingir o padrão de cor”, diz. Já para o consumidor, os benefícios principais são: sustentabilidade e segurança, por não ser um material tóxico. Esses produtos contam com produção local, no Brasil, e custo-benefício muito abaixo, comparado com o uso de pigmentos orgânicos, segundo o gerente.

Soluções sustentáveis também marcam presença no portfólio da Lorama, como os pigmentos inorgânicos óxidos de ferro Hyrox, nas cores amarelo, vermelho, preto, marrom e laranja. A empresa também fornece misturas desses óxidos puros para alcançar cores intermediárias.

Gilson Lippert, presidente do Grupo Lorama

“O nosso processo produtivo de óxidos de ferro Hyrox emprega a avançada tecnologia em fase líquida, desenvolvida por cientistas japoneses que aliam eficiência e baixa geração de resíduos”, explica Gilson Lippert, presidente do grupo para o Mercosul. “Aliados a uma seleção criteriosa de matérias-primas e controle de qualidade, nossos pigmentos apresentam quantidades significativamente baixas de metais-pesados, cumprindo com requisitos internacionais reconhecidos, como: ROHS, BfR IX, REACH e SVHC, atestando sua sustentabilidade”, completa.

Sucatas de ferro, em geral, são a principal fonte de matéria-prima, incentivando a reciclagem e fornecendo sustento para cooperativas de recicladores, assim como pequenos coletores individuais. Dessa maneira, a Hyrox reduz a sua dependência de recursos naturais e da mineração, que são grandes agentes causadores de impactos ambientais, explica o executivo. “Além de que a reciclagem é o método mais econômico energeticamente na manufatura de óxidos de ferro, e também cumpre o papel social, pois em muitos países a fonte de renda das famílias é proveniente da coleta de materiais recicláveis”, diz.

Vanderlei Steffens, gerente de produto internacional da empresa, conta que o emprego de óxidos de ferro em tintas e pinturas remonta desde a pré-história, usados em pinturas rupestres conservadas até a atualidade. “Com o passar dos anos, a tecnologia de produção e beneficiamento evoluiu, buscando eficiência e sustentabilidade e com diversificação de atributos, como: tamanho e distribuição estreita de partículas, resistência térmica, redução do teor de metais pesados e apresentação nas formas granular, micronizado e em pó”.

A função desse ingrediente na formulação da tinta é de embelezar e proteger casas, automóveis, navios, equipamentos, entre outros. “Também fornece durabilidade, resistência à corrosão e uma variedade de cores para tintas em geral em substratos diversos. Eles são usados, inclusive, na construção civil, em plásticos, na alimentação animal e até em cosméticos”, diz Steffens.

Para o formulador, os óxidos de ferro possuem variedades de cores, permitindo flexibilidade na criação de mesclas, resultando em tonalidades distintas. Segundo Steffens, entregam maior durabilidade e resistência em condições climáticas adversas e possuem ótima estabilidade química, pois são pigmentos inertes. “Possuem custo-benefício excelente quando comparado com pigmentos orgânicos, além de serem menos agressivos ao meio ambiente”, afirma. Já para o consumidor final, os benefícios principais são: pinturas e recobrimentos econômicos, com maior durabilidade e maior resistência em condições climáticas extremas. “Oferecem ampla gama de opções de cores e aplicações, desde base água, solvente e livre de diluentes agressivos ou tóxicos”, diz o gerente.

Fundada em 1977 e sediada em Mississauga, Ontário, a Lorama Group Inc. é uma fabricante de dispersões de pigmentos e de aditivos de base biológica, bem como um distribuidor internacional de especialidades químicas e extensores funcionais. Através do seu espírito empreendedor e profunda experiência em exigências de matérias-primas e requisitos regulatórios ao redor do mundo, a Lorama cresceu para atender a diferentes mercados em mais de 90 países.

“Com profundo conhecimento técnico e capacidade de desconstruir completamente e reconstruir as formulações, a Lorama é reconhecida mundialmente por nossa experiência e entusiasmo em auxiliar na formulação de tintas”, diz Gilson Lippert. Além de ter cinco laboratórios globais, o seu principal laboratório está localizado em Mississauga, onde estão o time de P+D, serviços técnicos e serviços de cores. “Os clientes confiam em nossos 40 químicos em tempo integral para soluções comercialmente comprovadas por meio de nossa abordagem de serviço abrangente e vendas técnicas consultivas. Por mais de 45 anos, fornecemos soluções sustentáveis comercialmente lucrativas, ajudando nossos clientes a prosperar em mercados altamente competitivos”.

O que vem pela frente

A diretora de P&D da AkzoNobel, Elaine Poço, explica que, considerando o apelo estético e os novos efeitos proporcionados por acabamentos como os do Decora Efeitos Cimento Queimado e Decora Efeitos Mármore – produtos da empresa –, a fabricante acredita que há um potencial de aumento do uso de pigmentos inorgânicos, principalmente no caso do acabamento conferido pelo Cimento Queimado.

Produtos premium com apelo estético também são promissores, de acordo com a executiva, como o Decora Diamante, Decora Seda e Decora Matte – itens do portfólio da fabricante. Com a tecnologia de paredes HD, oferecem uma ampla oferta de cores que podem ser alcançadas a partir da tecnologia de formulação aliada ao uso de pigmentos orgânicos diferenciados do sistema tintométrico da empresa.

Outra tendência apontada pela executiva é que construtoras e especificadores, baseados em normativas brasileiras, têm buscado maximizar o conforto térmico das edificações, o que contribui para intensificar o uso de pigmentos que refletem na região do infravermelho (IR-pigments), os chamados “cool pigments”.

“A obtenção de cor a partir de diferentes tecnologias, que não as clássicas dos pigmentos atuais, pode abrir um leque de possibilidades futuras com o uso de estruturas nano e de cores estruturais”, finaliza.

Na opinião de Antonio Carlos Mucchiani, químico industrial da Brasilux, uma tendência natural, que já está em andamento, é a substituição gradual de pigmentos à base de metais pesados e compostos aromáticos. “Principalmente solventes, tensoativos e plastificantes, em todos os segmentos de mercado, num curto prazo de tempo”, diz. O especialista ressalta que os pigmentos à base de metais pesados, como chumbo, molibdato e zarcão são altamente prejudiciais à saúde, “sendo comprovadamente associados a doenças graves, como câncer, leucemia e até cegueira”.

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