WEG vai ampliar capacidade de produção de tintas industriais no Brasil

Aporte de R$ 70 milhões contempla a construção de uma nova unidade de tintas líquidas e um centro de distribuição e logística
A fabricante de equipamentos catarinense WEG vai investir R$ 70 milhões para a expansão da capacidade de produção de tintas líquidas industriais no Brasil até 2024. Além da construção de uma nova unidade de produção, que deve ampliar a capacidade produtiva atual em aproximadamente 70%, o projeto inclui ainda um novo centro de distribuição logística, com aproximadamente 6.400 m2 de área construída e será projetado de forma a permitir o aumento gradual da capacidade e atender às necessidades futuras de expansão da companhia.
Os investimentos serão realizados no parque fabril de Guaramirim (SC), sede da unidade de tintas e vernizes, onde a empresa já produz tintas líquidas e em pó, resinas e vernizes eletroisolantes para os segmentos industrial e de infraestrutura.
Ao Valor, o diretor superintendente de tintas industriais da WEG, Rafael Torezan, diz que a unidade de tintas líquidas tem sido um destaque no crescimento e o aporte é importante para o negócio de tintas industriais no Brasil. O executivo acrescenta que a empresa está próxima do limite de produção e a expansão amplia a capacidade produtiva e logística para atender à crescente demanda.
“Este investimento leva um certo tempo para ser executado. Ele deve ser entregue por volta do meio do ano que vem, entre o segundo e o terceiro trimestre de 2024 e era importante que a gente tomasse essa decisão para fazer frente aos volumes que temos visto”, ressalta. “Hoje temos capacidade, mas a gente tem alguns gatilhos”, acrescenta.
O braço de tintas e vernizes industriais da WEG iniciou as atividades em 1983, e além da sede em Santa Catarina, ela possui unidades produtivas em Mauá (SP), Buenos Aires e Atotonilco de Tula, no México. Torezan conta que o que tem puxado o crescimento é o mercado nacional, com destaque para os segmentos de óleo e gás, mineração e siderurgia.
A expectativa é que seja uma linha mais automatizada, com vistas a ganhos de produtividade. Além da obra civil, o aporte deve ser destinado a equipamentos, tubulações e armazém logístico.
Fonte: Valor 08.09.2023
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